segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Sem rastros aparentes.

Após a difícil batalha, percebem que, quem, quer que estivesse usando o complexo agora, saiu carregando tudo consigo há uns 3 dias. Porém uma pessoa, que estava cuidadosamente apagando seus rastros na viagem, esteve nesse local no dia anterior, e seguiu para leste. Decidem, então, seguir esse rastro antes que o percam.

Seguem a trilha por um dia e meio, e percebem que, até então, quem quer que tivesse deixado o rastro ainda não havia parado para descansar, mas passou a se dirigir mais para o sul (passando pelo Vale dos Crânios Quebrados, nome da tribo de Orcs que habita o local). Decidem, então, retornar à Lua Argêntea para ver como está Galdir.

Chegando lá, Galdir os conta que descobriu que sempre que essas guerreiras da Ordem são vistas em Luruar, o primeiro lugar que elas aparecem é em Sundabar. Além disso, ele descobriu que os batedores de Sundabar suspeitam que a Ordem tenha uma base na região de Netheril, pois é muito difícil seguir seus rastros e elas se movem muito rapidamente pela floresta. Por isso decidem rumar para Sundabar e ver o que descobrem por lá.

A Ordem da Chama Azul

Na manhã após derrotarem os trolls, Willit (que havia saído com uma jovem genasi de alma de tempestade chamada Karlya) chega à fazenda apreensivo, dizendo que Karlya havia sido sequestrada por homens de manto com o símbolo da Ordem da Chama Azul e pedindo a ajuda de todos para encontrá-la. Então retornam à Lua Argêntea para investigar, mas não conseguem descobrir nada sobre ela, exceto que ela é uma fazendeira da região, ou filha de um. Apenas a indicação de um nome: o velho Armand, um elfo de idade avançada que conhece toda a região. Descobrem também que a Ordem da Chama Azul é uma organização presente em toda a Toril, mas muito mais comum no sul, que visa destruir as bestas que foram alteradas pela Praga Mágica, e que eles usam o poder dessa própria praga, através de pessoas "marcadas pela magia" (termo usado para designar os seres que foram alterados, mas não corrompidos, pela Praga Mágica) para combater tais bestas.

Já tarde da noite, vão até o sobrado de Armand, onde ele revela que a garota deve ser a filha adotiva de um velho conhecido seu, Térrez. Ele indica o caminho para a sua fazenda após ouvir as histórias das aventuras do grupo por Balazar.

Ao retornarem para a hospedaria, avistam os espiões tieflings e decidem seguí-los, mas acabam perdendo seu rastro quando eles entram em um beco. Após isso são confundidos por ladrões e acabam indo para a delegacia do Distrito Norte, prestar depoimento a Máycion.

Após ouvir toda a explicação ele não fica 100% convencido, mas libera o grupo com o aviso de que devem comunicar sempre que sairem da cidade. Retornam, então, para o Carvalho Dourado para descansar.

Quando acordam no dia seguinte, Aerin e Galdir encontram-se do lado de fora da estalagem, dormindo ao relento e com uma imensa dor de cabeça e torcicolo. Os atendentes alegam que eles beberam um barril de cerveja inteiro sozinhos (o barril vazio estava no quarto de Aerin), mas eles não se lembram de nada. Galdir permanece inconsciente, logo o grupo decide deixá-lo em Lua Argêntea enquanto vão ao encontro do fazendeiro.

Ao chegar à sua residência, Térrez os conta que sua filha era um membro da Ordem da Chama Azul, mas que descobriu algumas coisas que a deixaram descontente e fugiu. Revela também que desconhece seus motivos, mas sabe que a Ordem tem uma base ao norte da seção norte das Montanhas Inferiores, e que provavelmente ela foi levada para lá. Decidem, então, investigar o local.

Quando chegam à tal caverna, encontram apenas seres-planta, aparentemente procurando por alguma coisa, dentro da caverna (que parece já ter sido um local de sacrifícios devido ao altar e todo o rastro de sangue no chão). Trava-se uma difícil batalha contra os monstros-planta, mais fortes que os últimos enfrentados, novamente com a derrota dos monstros como cenário final.

Aranha com queijo?

Como todo bom grupo de aventureiros sem saber o que fazer, foram procurar trabalhos na taverna da estalagem e pela cidade, quando conheceram o anão Olan, o queijeiro. Ele reclamava que uma aranha gigante invadiu sua caverna de queijo, já havia matado 2 funcionários dele, e o estava levando à falência. Decidiram então ajudar o anão, e, após uma grudenta batalha contra a aranha, conseguiram derrotar a criatura. Soveliss, que após a viagem temporal havia se tornado um Mago-Espadachim Genasi da Alma Flamejante, contraiu uma estranha doença que o deixava indisposto e impossibilitado de ações que exigissem muito vigor físico.

Sem conseguir dar o tratamento adequado ao pobre rapaz, levaram-no à Casa das Donzelas da Cura de Sune, para tratamento. Lá descobriram que ele só poderia ficar bom em uma dezena, pois seria quando a sumo-sacerdotisa voltaria de um encontro em Waterdeep. Decidiram, então, tentar eles mesmos acharem a cura para o enfermo, enquanto pesquisavam sobre tudo o que precisavam: os primordiais e os deuses, Sondera, o cataclisma, e tudo o mais.

Vez por outra eram surpreendidos por tieflings que os espionavam, inclusive uma vez descobriram que estavam sendo espionados dentro do Carvalho Dourado, mas não conseguiram identificar o espião.

Conseguiram também ajudar um mercador local, que reclamava de barulhos estranhos em um porão que ele descobriu em sua casa, que e tratava de uma gosma cheia de bocas e olhos e que emitia ruídos e murmúrios o tempo todo.

Depois partiram para ajudar um casal de fazendeiros que estavam tendo seu gado comido por trolls, derrotando as bestas famintas e salvando a vida dos dois jovens.

Neve?

Diferente do que viram antes de cruzar o portal, o grupo chega ao outro lado em uma espécie de templo em ruínas, e com um jovem guerreiro cercado por mortos-vivos famintos por carne. Partem prontamente para ajudá-lo, que se apresenta como Willit, do clã Blend, da tribo do Leão Vermelho, das tribos de Wulfgar. E, como mandava o costume da sua vila, por eles the terem salvado a vida, ele iria agora seguí-los até ter a chance de retribuir o favor.

Após conversarem um pouco, descobrem que estão mesmo no inverno, em Alturiak 10 do Ano do Inenvelhecível (1479CV), 107 anos no futuro, e perto de um local conhecido pelas tribos de Wulfgar como tabu. Tomados pela curiosidade, decidem investigar esse local.

Essa região da Floresta Cintilante (que, pelo visto, corresponde a toda a região desde a Floresta da Lua, a Floresta Druar e até a Floresta Gélida) está sob a influência de uma torre maligna que, segundo dizem as criaturas da floresta, diversos humanos e elfos estão sendo sequestrados para essa torre por bestas-planta e nunca mais são vistos. E, logo quando começam a rondar o local, percebem que ao menos os boatos dos seres-planta são verdadeiros. Vinhas, arbustos e cipós se moldam na forma de quatro seres humanóides e dois gigantes de vinhas, que se mostram adversários formidáveis.

A luta é árdua, e não acaba sem um alto custo: Kamil Visas, o pequenino que foi transformado em Elfo Negro pela viagem no tempo, tomba em batalha e é absorvido por um dos monstros-planta gigantes. Tomados pelo mau augúrio desse acontecimento, decidem rumar para Lua Argêntea, que, segundo Willit, deveria estar a menos de 3 dias de onde estão.

Ao chegar em Lua Argêntea percebem que o esplendor da cidade não foi reduzido pela sua idade. Embora esteja toda recoberta de neve, um indício de que o grande mythal não mais funciona, a Gema do Norte continua brilhando como nova. Decidem se hospedar na antiga Estalagem do Carvalho Dourado, e pocurar emprego no outro dia.

Agora estamos perdidos...

A perseuição os levou até um conjunto de galerias naturais dentro da rocha, e até um salão com 5 colunas esculpidas e entalhadas com runas, que revelaram-se como sendo um Portal, que logo após ser atravessado por Sondera e seus acompanhantes (com um sorriso de vitória no rosto), se fechou.

Nesse momento, três figuras gigantescas, um truculento gigante de rocha, um gigante humanóide com cabelos de fogo e um ciclone cerrado por nuvens apareceram, e disseram:

"Vocês que nasceram com a cicatriz antes sequer da lâmina ter sido forjada tem por destino cepar a mão do destino. Uma raça antiga, conhecida dentre os mortais como Primordiais, uma vez duelou com os Deuses pelo direito à existência, mas a existência lhes foi negada a ferro e fogo. E vocês irão intervir nessa inacabada rivalidade. Para isso, nós iremos lhes mostrar o que fez o sucesso dos deuses e a queda dos primordiais, que será seu maior tesouro."

E, através de batalhas com criaturas grotescas e estranhas, os gigantes transmitiram a seguinte mensagem:

"Teu aliado é sua arma. Mantem-te sempre bem afiado e pronto!
Teu aliado é tua armadura e teu escudo. Conserta-o quando rachar e remenda-o quando quebrar, nunca deixa-o ser destruído!
Teu aliado é teu pão e teu vinho. Refestela-se nele, e deixa-o refestelar-se em você!
Teu aliado é o teu espelho. Olha para ele e vê a si mesmo. Olha para si, e vê somente a ele!"

Ao entrarem no salão onde tudo começou, uma mudança repentina de cenário os surpreende. Ao invés de 3 gigantes, 4 jovens de corpo composto por pura essência elemental esperam. Uma, a de corpo com poucas curvas mas muita robustez, totalmente formado por barro marrom, com feição serena e tranquila se apresenta como Roberta. A que tem o corpo constituído de magma, com volúpia e curvas incandescentes, se apresenta como Vanessa. Outra, de corpo ondulante e provocante formado por água, diz que se chama Samanta. E, por fim, a outra de corpo formado por ventos espiralantes e de feições tempestuosa, apresenta-se como Jéssica.

- Espero que nos compreendam. - diz Roberta - A maioria das pessoas nos ataca à primeira vista, em busca do nosso tesouro.
- Tolos ignorantes, não sabem que nosso maior tesouro é o conhecimento - retruca, rispidamente, Jéssica.
- Somos videntes, guardiãs dos acontecimentos futuros. - fala Vanessa.- E as últimas da nossa espécie. - complementa, com pesar, Samanta.
- E não será assim por muito mais tempo. Daqui a algum tempo um mal recairá sobre Mystra, a deusa da magia, que nem os próprios deuses poderão deter. Muitos perecerão, inclusive nós.- Mas vocês sobreviverão. E, a vocês, está reservado um grande futuro. - diz Samanta.
- Aqueles dos quais tomamos a forma antes são titãs, pais dos gigantes, filhos dos primordiais.- fala Roberta. São aqueles que, no momento da criação, duelaram com os estelares, ou deuses, como vocês os conhecem, pelo controle de tudo que existe.
- Mas eles perderam - retruca Jéssica - e nunca se conformaram com isso. Mesmo tendo sido banidos do plano material e proibidos de interferir com a vida, eles nunca se sentiram satisfeitos. Pretentem voltar e ter sua vingança.
- E aquelas pessoas que vocês viram serão peças importantes nessa luta. - explica Vanessa. - E vocês deverão impedí-las.
- Algo que irá afetar a face do planeta acontecerá, e será um evento tão poderoso que deixará cicatrizes em todos através dos tempos. - fala Samanta.
- Vocês já possuem essa cicatriz, mesmo faltando mais de 10 anos para que o evento ocorra.
- Vocês usarão o portal que aquele grupo usou - diz Jéssica. - Irão para o tempo no qual a vida completou a luta para retornar à sua rotina, como ela sempre faz. E irão lutar para que tudo volte a ser como antes.
- Não temos mais informações, pois é difícil para nós ver além da bareira do evento cataclísmico que se aproxima. - diz Roberta - Mas temos certeza de que vocês serão capazes de descobrir o que precisarem.
- Vão, e cumpram seu destino - ecoam as quatro vozes em uníssono, enquanto os cinco pilares de pedra começam a emitir um forte brilho prateado, mostrando um portal por onde o gigante de pedra que havia se mostrado para vocês poderia passar facilmente.

Através da luz prateada, vocês podem ver um vale rochoso, e uma estrada seguindo por entre as colinas, como se parecesse não mais querer acabar. No horizonte vocês vêem um conjunto de picos altos, facilmemnte reconhecíveis como as Montanahs Inferiores. Ao que tudo indica, essa é a estrada que liga Lua Argêntea a Sundabar. Mas algo parece diferente. O ambiente parece mais velho e sombrio, as montanhas parecem cansadas e gastas, os picos nevados parecem cinzentos e mortos. Definitivamente essa não é a mesma Fronteira Prateada que vocês conhecem e lembram, embora seja o mesmo lugar. Guiados pela curiosidade intrínseca a todo aventureiro e vontade de vingança sobre aqueles que os maldisseram e roubaram, vocês passam pelo Portal.

Do outro lado, vocês sentem um calafrio como se a demogórgona lhes estivesse lambendo os calcanhares. Definitivamente vocês estão nas Fronteiras Prateadas, mas como neva agora se, logo antes de passar pelo portal, era verão? Porque esse ar tem cheiro de sangue e fumaça?

Sondera, sua...

Ao chegarem na tão aguardada vila de Neve Morta, foram diretamente à delegacia relatar seu grandioso feito à Mannock, o chefe da Guarda.

"Sinto muito, mas vocês são o quinto grupo que alega ter desmantelado o bando de goblins domadores de lagartos. A verdadeira responsável pelo feito, Sondera, já foi devidamente recompensada. Podem voltar aos seus afazeres que essa vila não tem dinheiro para gastar com golpistas!"

Mesmo com vários argumentos (e nenhuma prova concreta), Mannock se manteve irredutível na sua decisão. Então, tomado pela ira, o pequeno Kamil sugeriu que essa tal de Sondera fosse investigada. E essa investigação levou-os a descobrir que Sondera fazia parte de um grupo criminoso que atuava na região da Vila da Neve, coordenando várias atividades ilegais, como roubo, extorsão, prostituição, comérico de drogas e até assassinato.

Tendo, dessa vez, recolhido evidências irrefutáveis e levando-as a Mannock, a guarda de Neve Morta conduziu uma operação em larga escala para desmantelar esse grupo, enquanto os aventureiros perseguiam Sondera, que fugira junto com um pequeno grupo por um túnel secreto do seu refúgio subterrâneo.

Mas que...

Seguindo as instruções de Soveliss, chegaram até a entrada da antiga mina, que deveria atravessar essa região e levá-los até as proximidades de Neve Morta. Mas qual a sua surpresa ao ver que a antiga mina agora era um ninho de Kruthiks famintos? Após uma árdua luta contra as feras e os mortos-vivos que provavelmente foram algumas das suas vítimas, descobriram que a antiga passagem para Neve Morta havia ruído, deixando o caminho bloqueado. Porém, esse mesmo acidente revelou um antigo mausoléu de uma antiga casa de nobres anões o clã Ironforge, e um novo caminho para casa. Através de um Portal, acharam caminho até a porção norte das Montanhas Inferiores, e fizeram seu rumo à Neve Morta.