Após a extenuante batalha contra a falange hobgoblin, nada mais merecido que um descanso. E foi o que fizeram, no intuito de preparar o corpo e a mente para a viagem de volta. Afinal, já era o terceiro dia desde que partiram de Neve Morta, e mais um se passaria até que retornassem. Pelo menos era o que pensavam...
"Agora vamos atrás do dragão! Rumo ao sul!" gritou Galdir, ávido por mais uma batalha.
"Não precisamos nos arriscar por isso. Retornemos à Neve Morta e relatemos o ocorrido, as pessoas precisam saber que estão a salvo agora!" retrucou Balasar, soando sábio como sugere sua herança draconiana.
E, dessa forma, voltaram pelo mesmo estreito que vieram, atravessando-o da mesma forma. Ou quase.
Enquanto realizavam a penosa passagem, ninguém menos que o próprio dragão, mencionado por Galdir, aparece do nada e inicia um desmoronamento de pedregulhos, no pior dos intuitos possível. Pensando rapidamente, Sovéliss aproveita-se da sua herança feérica e teleporta para uma pequena gruta próxima, esquivando das rochas, mas seus companheiros não tem a mesma sorte, caindo despenhadeiro abaixo. Porém, descontente com o seu fracasso parcial, o dragão desce voando até aonde estava Sovéliss, para certificar-se que esse revés seja rapidamente sobrepujado. Vendo-se sozinho e em terrível desvantagem, Sovéliss se atira despenhadeiro abaixo, na esperança de sobreviver junto aos seus amigos. Ao ver a cena, o dragão, agora satisfeito, voa em direção ao sul, despreocupadamente.
Como se não bastasse o deslizamento, ainda tiveram que encarar uma queda de um pequeno penhasco. Sorte o vale estar cheio de neve, o que amorteceu a queda. "Neve, no verão? Aqui deveria estar seco nessa época do ano.", disse Sovéliss. Mas não era hora de se preocupar com isso. O despenhadeiro era impossível de escalar, e as montanhas ao redor só deixavam uma possível rota: seguir mais ao sul. A trilha seria montanha acima, e coberta de neve fofa, porém era a única alternativa.
"O que é aquele brilho azulado?" exclama kamil, apontando para o cume da montanha. Havia um estranho e tênue brilho azulado emanando do cume da montanha. Como já era o caminho a ser seguido, continuaram.
Ao chegar ao cume, avistaram uma antiga torre, construída junto à rocha natural. Um brilho azulado emanava de dentro dela, e sobre a fonte desse brilho descansava o dragão, no que parecia ser o seu verdadeiro covil. "Nosso destino era esse embate", profere Galdir, ávido pelo enfrentamento. "Agora é, mas vamos nos dividir para cercá-lo", fala Kamil, já se preparando para se esgueirar furtivamente. Mas é complicado para um guerreiro com armadura de escamas metálicas andar furtivamente, ainda mais com neve até o joelho. E, ao perceber os intrusos, o dragão vem ao encontro deles, demonstrar porque ele deve ser temido como um membro da raça draconiana.
Uma terrível batalha é travada entre os aventureiros e a terrível fera, mas graças ao seu esforço e trabalho em equipe, o dragão é derrotado. "Não se iludam, esse era um jovem dragão, que provavelmente acabou de sair do covil da sua mãe para formar o seu próprio.", fala Balasar. "Mas ele já deve ter algum tesouro acumulado!", responde Kamil. "Vamos a ele!". E o halfling estava certo. No centro do círculo que emitia o estranho brilho azul, dentro da ruína, haviam várias moedas espalhadas ao chão. Kamil tenta localizar armadilhas, mas o que ele acha é uma relíquea de tempos passados: uma Flaminar, alabarda encantada com o poder do plano elemental do fogo. Soveliss usa seus truques mágicos para retirar as moedas do círculo, e Galdir e Aeden adentram-no para ajudar Kamil, mas o círculo parece reagir à presença do bruxo que retira seus poderes das estrelas. Ao receber os passos de Aeden, o círculo emite uma intensa luz branca que cega a todos. Quando a visão lhes volta, Aeden havia desaparecido.
"Foi desintegrado!", bradou Galdir. "Deve ter é se escondido ou foi embora!", retrucou Kamil. "Vamos descansar aqui, e esperar que ele apareça", disse Sovéliss. E assim foi feito, porém sem o retorno de Aeden no outro dia. Galdir deixou uma placa de madeira com um recado, para caso ele retornasse, e decidiram rumar ao sul, até o vale da Garra, uma das nascentes do rio Delimbiyr, de onde poderiam achar uma antiga passagem subterrânea que os deixaria nas proximidades do rio Lança de Gelo, segundo os conhecimentos de Sovéliss. E a jornada de volta recomeça!
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